14/05/2009
Participação em revista
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Assuntos: comportamento, cultura, decisões (escolhas), DeRose, Método DeRose, Revista
07/05/2009
A sutileza e o poder
Partindo da máxima de que nenhum homem é uma ilha, como você tem mantido suas relações humanas? Veja aqui uma relação entre as sutilezas na interação social e o poder de mudar sua vida para sempre.No livro O poder do mantra, que escrevi em conjunto com meu Monitor e amigo Ricardo, há uma frase que para mim é a mais marcante. Ela diz: quanto mais sutil, mais poderosa é a técnica. Naquele contexto, precede uma regra fundamental para entender o funcionamento dos mantras. Considero-a tão marcante, também, por podermos levá-la para os mais diversos contextos de nossa vida.
Andando, alimentando-se, conversando ou relacionando-se de qualquer forma, muito se pode saber ao observar a sutileza da pessoa. Quem é sutil é também polido, educado, observador, atento ao que o ambiente comporta, inclusive as pessoas ao redor. Quando observamos alguém caminhar sem arrastar as sandálias ou emitir barulho algum, vemos ali somente atributos positivos. Algumas pessoas belas, outras imponentes e algumas ainda sensuais. Todas emanando elegância e poder. O mesmo ocorre quando transpomos o exemplo para pessoas comendo, conversando ou até mesmo em suas vidas amorosas.
Ser sutil nos relacionamentos é saber pedir desculpas, mesmo quando não precisava. O poder de um “perdoe-me, amigo” acompanhado do seu sincero sorriso é impossível de ser mensurado. Saber quando está deixando a pessoa ao lado confortável ou se está invadindo seu espaço vital requer sensibilidade aguçada, mas lhe dá o poder de sempre ser conveniente. Todos carregam na memória a boa imagem daquela pessoa que sempre se comporta de acordo com a ocasião.
Se você está disposto a tornar-se cada vez mais lúcido, expandir sua consciência e aprimorar seu autoconhecimento, em algum momento do progresso perceberá a necessidade de manter relações mais ricas, produtivas e saudáveis. No ambiente profissional, acadêmico, familiar e ainda na vida afetiva, você pode se tornar um verdadeiro emissor de bem-estar, qualidade de vida e cortesia. Um dos primeiros reflexos dessa mudança de atitude e comportamento é que todos ao redor vão reproduzir seu exemplo.
Em pouco tempo todos os ambientes que você frequenta serão redutos de sutileza, boas maneiras, polidez, cortesia e simpatia. Como um ciclo virtuoso, todas as pessoas terão cada vez mais facilidade em melhorar suas interações humanas e você, como os demais, contará com esse tremendo poder.
Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br
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Assuntos: atitude interior, boas maneiras, comportamento, comunicação, consciência, cultura, decisões (escolhas), educação, reeducação, relacionamento, sensibilidade, valores
02/05/2009
O pôr do sol
Quer uma sugestão para o que fazer neste final de semana? Transcrevo aqui uma passagem linda de um dos livros do DeRose, que fiz questão de ler para a minha filhinha enquanto mamava e adormecia.
Extraído do livro Eu me lembro... (DeRose, Nobel)
Quando o sol se punha, todos parávamos o que estivésemos fazendo e ficávamos em pequenos agrupamentos observando o crepúsculo. As famílias se reuniam, as criacas se encarapitavam nos ombros dos mais velhos ou no colo dos pais. Os casais se acolhiam e se acariciavam.
Essa era a hora de fazer as pazes, se alguém ainda estava ressentido com alguma coisa; era também a hora de recitar poesias, quase sempre compostas de improviso, ali mesmo. Sempre foi muito fácil para o nosso povo compor poemas de amor, ao pôr do sol, pois os rostos ficavam docemente iluminados pelo alaranjado do sol poente.
Não tínhamos noção do que era aquele disco luminoso no céu, mas sabíamos que era lindo e que devíamos a ele a nossa vida, a luz que nos iluminava, o calor que nos aquecia no inverno. Não imaginávamos que fosse alguma divindade, e sim um fenômeno natural como o raio, o trovão ou a chuva, e o reverenciávamos com grande respeito e afeto.
Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br
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Assuntos: comportamento, cultura, DeRose, emoções, espontaneidade, sensibilidade
28/04/2009
Esteja um passo à frente
Entre compromissos de uma agenda cheia e expectativas da cultura em que vivemos, como anda sua qualidade de vida? Existem inúmeras possibilidades, inclusive a de viver bem numa realidade como a nossa.Ouvimos o tempo todo frases como esta em nosso cotidiano. Seja no meio profissional, acadêmico, escolar, afetivo ou entre amigos, parece haver uma constante necessidade de vencer, superar qualquer outra pessoa. Hoje isso é um paradigma, mas no passado alguém deu esse conselho pela primeira vez a outrem. Imagino que pode ter sido com a melhor das intenções. Uma pessoa aconselhando trilharmos um caminho de autoconhecimento e superação, sugerindo desenvolvermos nossas faculdades e habilidades diariamente. Dessa forma estaríamos sempre saudáveis, satisfeitos em todos os aspectos de nossa vida.
Fazendo jus à criatividade inerente ao ser humano, cada pessoa que repassava o conselho mudava, adaptava ou acrescentava algo. Logo a idéia de cada indivíduo caminhar em sua trilha de evolução e desenvolvimento pessoal transformou-se em estar um passo à frente do outro. O conhecimento transmitido de boca a ouvido ia sendo cada vez mais deturpado e em pouco tempo a idéia original já não existia mais. Estar um passo à frente passou a significar o desejo de que o outro esteja um passo atrás. Nossa evolução foi substituída pela competição saudável e esta pelo desejo de que o outro esteja pior, em uma competição destrutiva.
Quando a competição segue por essa vertente, o indivíduo passa a ter seu intelecto impregnado de ansiedade, stress e tantos outros elementos pesados e nocivos. As idéias parecem não fluir tão bem e, como qualquer trânsito que congestiona, surge a sensação de que a cabeça está sobrecarregada. Na hora em que precisamos acessar uma informação em sua memória, essas dispersões dificultam tudo. Ninguém gosta de vivenciar tais episódios, então as emoções entram em sintonia com essa situação. A pessoa se sente mal, constituindo uma condição psicológica aversiva. Como o corpo está diretamente relacionado aos pensamentos e às emoções, este mal-estar se generaliza em má postura, tensão muscular, cansaço e indisposição generalizada.
Entendo que a vida não precisa, porém, ser assim. Há meios para lidar com esse desenvolvimento pessoal de forma saudável e gratificante. E certo dia fiquei muito satisfeito em saber que encontrei esses valores e ideais tão preciosos num estilo de vida chamado Método DeRose. Através dessa cultura, o praticante reforça sua estrutura biológica, adquirindo mais flexibilidade e força. Ao conhecer mais profundamente o próprio corpo, dá-se mais atenção à postura e aos hábitos alimentares. Com um organismo funcionando melhor, a sensação de satisfação e conforto aumenta diariamente. Sentindo-se bem, pensamentos construtivos se sobressaem, dissolvendo as instabilidades e dando clareza ao raciocínio e criatividade exacerbada.
Para alguns, isso pode parecer um excelente lugar ao sol, mas ainda há muito mais. Como conseqüência do acelerado processo de evolução interior, cessa a necessidade de pensar em tudo o tempo todo. A supressão das instabilidades da consciência proporciona algo que com certeza você já experimentou em sua vida, mas provavelmente não deu a devida importância. Alguns chamam de palpites, estalos ou simplesmente boas idéias. Conhecimentos que surgem aparentemente do nada, mas são frutos de um organismo que funciona cada vez melhor. O fato é que esses insights passam a acontecer com mais freqüência e qualidade, estando ao seu dispor no trabalho, nos estudos, na vida afetiva e nas relações com os amigos.
Cabe então a você escolher: ocupar-se vendo se o outro ficou para trás ou todo dia caminhar para frente, na direção da sua qualidade de vida e do autoconhecimento.
Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br
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Assuntos: atitude interior, comportamento, controle do stress, cultura, educação, Método DeRose, reeducação, valores
27/12/2008
Para pensar
A cada sábado, uma frase para refletirmos sobre os mais variados aspectos de nosso cotidiano. Confira a frase da semana.
"Não há melhor juiz
do que aquele que já errou".
(Sútras - Máximas de lucidez e êxtase. DeRose)
Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br
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Assuntos: DeRose, Para pensar
20/12/2008
Para pensar
A cada sábado, uma frase para refletirmos sobre os mais variados aspectos de nosso cotidiano. Confira a frase da semana.
"Reconhecemos nossos erros...
nos outros!".
(Sútras - Máximas de lucidez e êxtase. DeRose)
Caio Melo
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Assuntos: DeRose, Para pensar
17/12/2008
Conceitos e experiências
Seres pensantes que somos, muitas vezes abandonamos as experiências práticas para deliciarmo-nos em pensamentos e devaneios. Compartilho com você uma experiência minha sobre isso e o que aprendi nesse caminho.Se você está acompanhando o Blog do DeRose (e eu realmente sugiro que acompanhe), deve ter lido o post A liberdade é o nosso bem mais precioso, no qual ele fala sobre esta que é uma de suas frases mais importantes, para mim. Acho tão relevante que reproduzo aqui: “A liberdade é o nosso bem mais precioso. No caso de ter que confrontá-la com a disciplina, se esta violentar aquela, opte pela liberdade.” (DeRose).
Nossa liberdade é imensa, ampla e profunda. Temos total alvedrio para escolhermos o que quisermos. Numa aula/conversa com a professora Ângela Schillings, do Comunidade Gestáltica, ela chamou atenção para a diferença entre a liberdade real e uma fantasia romântica sobre a mesma. No desenrolar da conversa, lembrei de quantas vezes ouvi alguém negar a existência da liberdade uma vez que optando por algo, a conseqüência lhe seria desagradável. Eu mesmo, para não isolar-me com a falsa neutralidade de escritor, inúmeras vezes questionei se de fato havia livre-arbítrio no mundo. Coisa de quem tinha o hábito de passar muito tempo em silêncio desfiando suas idéias.
Minhas elucubrações adolescentes normalmente me levavam a um mundo incrível de poder escolher fazer o que eu quisesse sem que houvesse qualquer conseqüência. Chega a ser engraçado, para mim, lembrar dessa fantasia. Acho que, como eu, todos já buscamos um pote de ouro no fim do arco-íris. Com o tempo, com as experiências, fui do oitenta para o oito. Desacreditei completamente em termos a possibilidade de escolher e entrei numa busca por filosofias e artes que me falassem sobre destino e temas afins. Em alguns lugares fiquei pouco tempo e decepcionei-me. Noutros fiquei mais tempo, mas a decepção bateu à porta da mesma maneira. Aos poucos ignorei a busca desse “algo a mais”. Abandonei o oito e o oitenta.
Dias, semanas, meses e anos passando. Experiências sucessivas transformando aquilo que eu era naquilo que nesse momento eu sou. Um belo dia a liberdade fez sentido para mim. Sem um fundo moralista de fazer o bem ou o mal. Desapegado da necessidade de eleger um algoz para que eu seja sua vítima. Simplesmente observar tudo que há ao redor, compreender a interdependência entre tudo isso e minha ação neste mundo e agir. Uma ação que sempre causará reações. Não mais nas repercussões estava meu foco, mas sim naquilo que fazia ou deixava de fazer. Extraordinariamente simples... e veio aquela sensação de quando as coisas se encaixam. A liberdade de poder experimentar o que quiser, algo que o tempo todo já estava acontecendo, tendo consciência ou não.
Após esse período acabei conhecendo o Yôga, especificamente o SwáSthya Yôga, e comecei a fazer aulas. Entrei em contato com vivências incríveis e conceitos experimentados na prática. Gostei tanto que formei-me Instrutor, para poder disseminar o que é tão gratificante para mim. Os conceitos e vivências do SwáSthya ficam para um próximo dia, mas o fundamental é que hoje quando me perguntam sobre liberdade, eu prefiro não abrir mais a boca para discursar conceitos complexos e tramas de teorias. Peço que o interlocutor comece a se dar conta de como é para si viver essa liberdade.
Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br
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Assuntos: adolescência, consciência, DeRose, liberdade, Psicologia, racionalizar, SwáSthya Yôga, vivenciar, Ângela Schillings
13/12/2008
Para pensar
A cada sábado, uma frase para refletirmos sobre os mais variados aspectos de nosso cotidiano. Confira a frase da semana.
"As virtudes, como as nuvens,
ao longe parecem sólidas".
(Sútras - Máximas de lucidez e êxtase. DeRose)
Caio Melo
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Assuntos: DeRose, Para pensar
09/12/2008
Quando for a sua vez, você vai compreender.
Leia no artigo de hoje um pouco sobre as diferenças entre pensar a respeito e realmente vivenciar a situação. Uma diferença imensa que nem sempre fica tão clara em nossa rotina. Já escutei diversas vezes isso, mas talvez a fase em que mais ouvi essa máxima foi durante a adolescência. Como comentei no artigo Você mastiga antes de engolir?, parece que queremos nos diferenciar do meio negando tudo que é externo, para que descubramos nossas próprias verdades. Nessa onda rejeitamos praticamente tudo, inclusive a maneira que as pessoas escolhem agir. Parece-me estranho que nós censuremos a forma como outras pessoas ajam, sendo que são eles que estão vivendo, mas nem por isso censuramos menos vezes.
Essa diferenciação normalmente acontece no âmbito intelectual, quando fantasiamos o que faríamos no lugar de outra pessoa, sem realmente ter vivido a condição que originou o comportamento censurado. Nossa racionalidade, dita tão profunda em desvendar os mistérios do ser, mostra-se muitas vezes falha. A experiência, sensorial e muitas vezes taxada de superficial, comumente nos dá tudo que precisamos. Nada como o que nos acontece de fato para que aprendamos de forma mais ampla e profunda.
Estava eu esperando uma fila de trânsito voltar a andar. Ao menos o congestionamento era numa rua à beira do mar, permitindo-me desfrutar uma paisagem simplesmente maravilhosa. Lembrei subitamente de uma cena de minha adolescência. Uma das raríssimas vezes em que tive uma discussão com meu pai. Sem ânimos exaltados, divergíamos sobre como tratar meu irmão num episódio em que ele havia sido repreendido na escola. Lembro-me nitidamente da cena de meu pai falando: Quando você for pai, Caio, você vai compreender.
Sempre quis ser pai. Nunca neguei esse desejo, esse impulso. Para ser franco, houve uma pequena época em que suprimi o ímpeto por medo do desafio de oferecer uma estrutura física e econômica que considerava necessária para ter um filho. Fantasias e mais fantasias, idéias prontas que engolimos sem digerir. Hoje sou o que apelidei de pré-pai. Minha filha, a pequena Júlia, nasce em meados de fevereiro. O que muda, já que ela ainda não nasceu? Não direi tudo, mas responderei “muita coisa”. Aos poucos vou me preparando para iniciar uma experiência que já vem sendo ímpar desde já. Nada que já experimentei se compara com o prazer de sentir os chutes na barriga e de perceber que ela interage com minha voz quando falo pertinho dela. Hoje eu sou mais amplo, porque parte de mim é uma nova vida que em breve estará pela casa chorando, sorrindo ou simplesmente estando ali. Em alguns anos, inclusive, poderei olhar novamente para aquela cena com meu pai e dizer, agora sim com propriedade, meu ponto de vista. Agora vou vivenciar e, a partir daí, compreender.
No mínimo interessante que “compreender” seja tanto usado como sinônimo de entender, no sentido intelectual, quanto sinônimo de englobar. Gosto mais da segunda versão, como se a cada experiência nós envolvêssemos algo novo e isso passasse a fazer parte de nós, enquanto sustentação de todas as nossas novas ações no mundo. Isso é algo que nunca aconteceu comigo a partir de um simples pensar... mas sim de um viver.
Caio Melo
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Assuntos: educação, Pais e filhos, racionalizar, relacionamento, vivenciar
06/12/2008
Para pensar
A cada sábado, uma frase para refletirmos sobre os mais variados aspectos de nosso cotidiano. Confira a frase da semana.
"Homem de boa conduta é aquele cujos
defeitos são considerados virtudes".
(Sútras - Máximas de lucidez e êxtase. DeRose)
Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br
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Assuntos: DeRose, Para pensar