05/11/2009

Mudar e conquistar






Mais do que conquistar o resultado desejado, precisamos determinar qual o caminho a ser seguido e o mais importante: segui-lo.





Ultimamente tenho observado muitas pessoas se queixando de como é difícil atingir seus objetivos. Por vezes durante alguma aula que eu esteja ministrando, mas também em conversas corriqueiras nos diversos círculos sociais que frequento. Observando esse padrão eu passei a adotar algumas frases simples que repito consideravalmente.

A primeira delas é pode não ser fácil mudar, mas é difícil continuar do jeito em que está. Normalmente quando meu interlocutor leva isso em consideração, deixa de lado sua pilha de lamentações. Toda mudança exige... mudança! Embora soe tão óbvio, as pessoas esquecem o princípio físico da entropia. Ignoram que precisamos investir energia, em forma de esforço e tempo, para interromper o processo natural de queda e deterioração.

Outra frase que tem se repetido nesses diálogos é você pode fazer melhor que isso. A esmagadora maioria das pessoas não se dedica totalmente àquilo que fazem no momento. Isso gera uma série de ações mal-feitas, cujo resultado não poderia ser bom. O pior, ao meu ver, é saber que algum tempo depois a pessoa nem se lembrará daquele episódio. Isso significa que se tivesse dado tudo de si, levado ao extremo seu esforço, também não lembraria de ter sido tão intenso seu empenho naturalmente poderia fazê-lo novamente.

Durante as práticas vejo alunos querendo desistir em técnicas corporais mais intensas e sou enfático com eles: “daqui a algumas horas você sequer vai lembrar desse esforço e vai pensar que queria conseguir permanecer mais tempo”. A mesma coisa quando estamos desenvolvendo uma respiração melhor e, retendo os pulmões vazios, o praticante inspira antes de completar o tempo proposto. Há uma carga simbólica e comportamental muito grande nessas pequenas desistências. Querer um resultado e não fazer algo para atingi-lo compromete a sanidade mental de qualquer um.

Perceba que não digo que é fácil, imediato ou independente de esforço. A maioria das conquistas que almejamos exigem disciplina, empenho e firmeza de propósito. Possivelmente você começará a perseguir seus objetivos e terá recaídas de acomodação, voltará com velhos hábitos etc. As mais gostosas conquistas, porém, são as que exigem esse processo.


Caio Melo
caio.melo@metododerose.org

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29/10/2009

Realizar





Uma breve reflexão para finalizar um ciclo e iniciar outro. Questione sua capacidade e interesse em realizar o que realmente lhe importa.





Chegando o final do ano temos a oportunidade de recapitular nossos planos. O que queríamos, quais metas tínhamos, para onde olhávamos. Alguns pensam nisso perto do reveillon e nada mais. Outros anotam suas intenções numa folha de papel e esquecem-na numa gaveta qualquer. São poucos os que registram o que querem, quanto querem e até quando querem. Mais raros ainda são os que olham periodicamente para seus objetivos, lembrando sucessivamente o norte que os guia.

Uma grande vantagem de listar aquilo que você quer para o ano que vem é ter consciência do que pode realizar e do que realmente lhe importa. Quais suas paixões, o que lhe motiva, o que excita cada célula desse corpo e faz seus olhos brilharem. São essas coisas que fazem um fogo se acender por dentro e queimar todas as barreiras que separam você daquilo que mais quer.

Pense além da rotina. Além do horário de trabalho e da prova para a qual precisa estudar. De passar de ano e das contas para pagar. Além de esperar o fim do inverno e o verão chegar. De terminar a semana, o mês, do ano acabar.

Mobilize-se. Convoque cada instância do seu ser para algo de fato relevante. Reúna seus sentimentos, vontades e desejos ao redor de uma consciência ampla e profunda constituída por cada molécula do seu organismo. Traga intensidade para tudo o que você faz, para que seja impecável seu encontro com a mais profunda satisfação.

Por quê? Porque é mais gostoso viver assim. Para que num dia qualquer você possa olhar ao redor e ver o que construiu, um patrimônio de bens materiais, conquistas pessoais, amizades eternas e ideais. Porque mais do que simplesmente existir, você pode viver e realizar.


Caio Melo
caio.melo@metododerose.org

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09/07/2009

Você quer mesmo?



Vontades, desejos, aspirações, objetivos... Você sabe diferenciar suas vontades passageiras e superficiais daquilo que realmente lhe importa?




A maioria das pessoas que conheço quer muitas coisas. Quer emagrecer, quer ser mais saudável, quer ganhar mais dinheiro, quer trabalhar menos, quer fazer algo que goste, quer desafios, quer segurança etc. A lista de desejos é tão grande que não caberia neste artigo. Eu também quero muitas coisas, não nego. Creio que almejar faça parte do aspecto apaixonante do ser humano. Vontades que se transformam em objetivos e, a partir de então, concretizam-se pela mentalização disciplinada e a ação efetiva.

Normalmente aspiramos algo pelo produto final, pelo objeto resultante. Esquecemos, porém, que todo resultado é precedido por um processo e este, por sua vez, nem sempre é fácil, rápido ou indolor. Muitos desejam emagrecer, mas não querem exercitar-se ou mudar a alimentação. Querem ser mais saudáveis, mas não concebem abandonar maus hábitos. Isso sem falar das pessoas que pedem aos céus para que aconteçam coisas completamente contraditórias em suas vidas. É como desejar comer um pacote inteiro de balas e chocolates, mas também querer não ter a dor-de-barriga.

Vivo fazendo planos, pensando em coisas que gostaria de conquistar e imaginando como seria fazer isso ou aquilo. Essa ambição, esse lado sonhador que cultivo considero extremamente saudável e gostoso de ter. Aprendi com o tempo, porém, a distinguir devaneios de objetivos. Não tem nada a ver com o tamanho do resultado final, mas sim com minha disposição. Pergunto-me recorrentemente: “você quer isso mesmo? Está disposto a abrir mão de algo pra isso? Quanto do seu tempo e energia investiria nisso? A partir daí consigo entender se é só um sonho sem importância ou se esse sonho é meu mais novo objetivo de vida.

Se quiser, faça como um exercício rápido essa avaliação. Escolha um objetivo seu e, a partir daí, comece a imaginar tudo que precisará fazer para que isso aconteça. Mudanças de comportamento, de atitude e de paradigma. Conscientize-se do que terá que abdicar e do que terá que assumir. Desafios, dificuldades e situações que podem surgir no meio do caminho. Vale a pena? Se tudo for mais difícil do que você imagina e demorar mais, ainda assim valeria a pena? Você quer mesmo?

Trabalho diretamente com pessoas, ensinando um estilo de vida através do Método DeRose. Muitas, mas muitas são as pessoas que me falam que adorariam ser assim saudáveis, bem-dispostas e de bem com a vida. Vejo em minhas turmas pares de olhos brilhantes. São pessoas que não ficam esperando, mas que efetivamente agem em prol do resultado. Por vezes não conseguem executar uma técnica, em outro episódio não alcançam o desempenho que gostariam, mas ainda assim continuam caminhando diariamente para frente.


Caio Melo
caio.melo@metododerose.org

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14/05/2009

Participação em revista

A revista Pneus & Cia. publicou um artigo do nosso blog. Ficamos extremamente felizes com o interesse daquela comissão editorial em divulgar nossa cultura de bem-estar e qualidade de vida em suas páginas.

Você que lê e gosta dos nossos textos, peço que entre no site deles e envie seu comentário. Certamente eles irão gostar da sua manifestação de carinho.

Escreva seu elogio para redacao@amirp.com.br ou
Vá até a seção Revista Pneus & Cia. e clique na opção Críticas e sugestões.

Ainda é possível ler a revista em pdf no endereço 

Caio Melo

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07/05/2009

A sutileza e o poder




Partindo da máxima de que nenhum homem é uma ilha, como você tem mantido suas relações humanas? Veja aqui uma relação entre as sutilezas na interação social e o poder de mudar sua vida para sempre.





No livro O poder do mantra, que escrevi em conjunto com meu Monitor e amigo Ricardo, há uma frase que para mim é a mais marcante. Ela diz: quanto mais sutil, mais poderosa é a técnica. Naquele contexto, precede uma regra fundamental para entender o funcionamento dos mantras. Considero-a tão marcante, também, por podermos levá-la para os mais diversos contextos de nossa vida.

Andando, alimentando-se, conversando ou relacionando-se de qualquer forma, muito se pode saber ao observar a sutileza da pessoa. Quem é sutil é também polido, educado, observador, atento ao que o ambiente comporta, inclusive as pessoas ao redor. Quando observamos alguém caminhar sem arrastar as sandálias ou emitir barulho algum, vemos ali somente atributos positivos. Algumas pessoas belas, outras imponentes e algumas ainda sensuais. Todas emanando elegância e poder. O mesmo ocorre quando transpomos o exemplo para pessoas comendo, conversando ou até mesmo em suas vidas amorosas.

Ser sutil nos relacionamentos é saber pedir desculpas, mesmo quando não precisava. O poder de um “perdoe-me, amigo” acompanhado do seu sincero sorriso é impossível de ser mensurado. Saber quando está deixando a pessoa ao lado confortável ou se está invadindo seu espaço vital requer sensibilidade aguçada, mas lhe dá o poder de sempre ser conveniente. Todos carregam na memória a boa imagem daquela pessoa que sempre se comporta de acordo com a ocasião.

Se você está disposto a tornar-se cada vez mais lúcido, expandir sua consciência e aprimorar seu autoconhecimento, em algum momento do progresso perceberá a necessidade de manter relações mais ricas, produtivas e saudáveis. No ambiente profissional, acadêmico, familiar e ainda na vida afetiva, você pode se tornar um verdadeiro emissor de bem-estar, qualidade de vida e cortesia. Um dos primeiros reflexos dessa mudança de atitude e comportamento é que todos ao redor vão reproduzir seu exemplo.

Em pouco tempo todos os ambientes que você frequenta serão redutos de sutileza, boas maneiras, polidez, cortesia e simpatia. Como um ciclo virtuoso, todas as pessoas terão cada vez mais facilidade em melhorar suas interações humanas e você, como os demais, contará com esse tremendo poder.


Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br

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02/05/2009

O pôr do sol




Quer uma sugestão para o que fazer neste final de semana? Transcrevo aqui uma passagem linda de um dos livros do DeRose, que fiz questão de ler para a minha filhinha enquanto mamava e adormecia.






Extraído do livro Eu me lembro... (DeRose, Nobel)

Quando o sol se punha, todos parávamos o que estivésemos fazendo e ficávamos em pequenos agrupamentos observando o crepúsculo. As famílias se reuniam, as criacas se encarapitavam nos ombros dos mais velhos ou no colo dos pais. Os casais se acolhiam e se acariciavam.

Essa era a hora de fazer as pazes, se alguém ainda estava ressentido com alguma coisa; era também a hora de recitar poesias, quase sempre compostas de improviso, ali mesmo. Sempre foi muito fácil para o nosso povo compor poemas de amor, ao pôr do sol, pois os rostos ficavam docemente iluminados pelo alaranjado do sol poente.

Não tínhamos noção do que era aquele disco luminoso no céu, mas sabíamos que era lindo e que devíamos a ele a nossa vida, a luz que nos iluminava, o calor que nos aquecia no inverno. Não imaginávamos que fosse alguma divindade, e sim um fenômeno natural como o raio, o trovão ou a chuva, e o reverenciávamos com grande respeito e afeto.




Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br

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28/04/2009

Esteja um passo à frente




Entre compromissos de uma agenda cheia e expectativas da cultura em que vivemos, como anda sua qualidade de vida? Existem inúmeras possibilidades, inclusive a de viver bem numa realidade como a nossa.





Ouvimos o tempo todo frases como esta em nosso cotidiano. Seja no meio profissional, acadêmico, escolar, afetivo ou entre amigos, parece haver uma constante necessidade de vencer, superar qualquer outra pessoa. Hoje isso é um paradigma, mas no passado alguém deu esse conselho pela primeira vez a outrem. Imagino que pode ter sido com a melhor das intenções. Uma pessoa aconselhando trilharmos um caminho de autoconhecimento e superação, sugerindo desenvolvermos nossas faculdades e habilidades diariamente. Dessa forma estaríamos sempre saudáveis, satisfeitos em todos os aspectos de nossa vida.

Fazendo jus à criatividade inerente ao ser humano, cada pessoa que repassava o conselho mudava, adaptava ou acrescentava algo. Logo a idéia de cada indivíduo caminhar em sua trilha de evolução e desenvolvimento pessoal transformou-se em estar um passo à frente do outro. O conhecimento transmitido de boca a ouvido ia sendo cada vez mais deturpado e em pouco tempo a idéia original já não existia mais. Estar um passo à frente passou a significar o desejo de que o outro esteja um passo atrás. Nossa evolução foi substituída pela competição saudável e esta pelo desejo de que o outro esteja pior, em uma competição destrutiva.

Quando a competição segue por essa vertente, o indivíduo passa a ter seu intelecto impregnado de ansiedade, stress e tantos outros elementos pesados e nocivos. As idéias parecem não fluir tão bem e, como qualquer trânsito que congestiona, surge a sensação de que a cabeça está sobrecarregada. Na hora em que precisamos acessar uma informação em sua memória, essas dispersões dificultam tudo. Ninguém gosta de vivenciar tais episódios, então as emoções entram em sintonia com essa situação. A pessoa se sente mal, constituindo uma condição psicológica aversiva. Como o corpo está diretamente relacionado aos pensamentos e às emoções, este mal-estar se generaliza em má postura, tensão muscular, cansaço e indisposição generalizada.

Entendo que a vida não precisa, porém, ser assim. Há meios para lidar com esse desenvolvimento pessoal de forma saudável e gratificante. E certo dia fiquei muito satisfeito em saber que encontrei esses valores e ideais tão preciosos num estilo de vida chamado Método DeRose. Através dessa cultura, o praticante reforça sua estrutura biológica, adquirindo mais flexibilidade e força. Ao conhecer mais profundamente o próprio corpo, dá-se mais atenção à postura e aos hábitos alimentares. Com um organismo funcionando melhor, a sensação de satisfação e conforto aumenta diariamente. Sentindo-se bem, pensamentos construtivos se sobressaem, dissolvendo as instabilidades e dando clareza ao raciocínio e criatividade exacerbada.

Para alguns, isso pode parecer um excelente lugar ao sol, mas ainda há muito mais. Como conseqüência do acelerado processo de evolução interior, cessa a necessidade de pensar em tudo o tempo todo. A supressão das instabilidades da consciência proporciona algo que com certeza você já experimentou em sua vida, mas provavelmente não deu a devida importância. Alguns chamam de palpites, estalos ou simplesmente boas idéias. Conhecimentos que surgem aparentemente do nada, mas são frutos de um organismo que funciona cada vez melhor. O fato é que esses insights passam a acontecer com mais freqüência e qualidade, estando ao seu dispor no trabalho, nos estudos, na vida afetiva e nas relações com os amigos.

Cabe então a você escolher: ocupar-se vendo se o outro ficou para trás ou todo dia caminhar para frente, na direção da sua qualidade de vida e do autoconhecimento.



Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br

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27/12/2008

Para pensar

A cada sábado, uma frase para refletirmos sobre os mais variados aspectos de nosso cotidiano. Confira a frase da semana.





"Não há melhor juiz
do que aquele que já errou".

(Sútras - Máximas de lucidez e êxtase. DeRose)


Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br

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20/12/2008

Para pensar

A cada sábado, uma frase para refletirmos sobre os mais variados aspectos de nosso cotidiano. Confira a frase da semana.





"Reconhecemos nossos erros...
nos outros!".

(Sútras - Máximas de lucidez e êxtase. DeRose)


Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br

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17/12/2008

Conceitos e experiências


Seres pensantes que somos, muitas vezes abandonamos as experiências práticas para deliciarmo-nos em pensamentos e devaneios. Compartilho com você uma experiência minha sobre isso e o que aprendi nesse caminho.





Se você está acompanhando o Blog do DeRose (e eu realmente sugiro que acompanhe), deve ter lido o post A liberdade é o nosso bem mais precioso, no qual ele fala sobre esta que é uma de suas frases mais importantes, para mim. Acho tão relevante que reproduzo aqui: “A liberdade é o nosso bem mais precioso. No caso de ter que confrontá-la com a disciplina, se esta violentar aquela, opte pela liberdade.” (DeRose).

Nossa liberdade é imensa, ampla e profunda. Temos total alvedrio para escolhermos o que quisermos. Numa aula/conversa com a professora Ângela Schillings, do Comunidade Gestáltica, ela chamou atenção para a diferença entre a liberdade real e uma fantasia romântica sobre a mesma. No desenrolar da conversa, lembrei de quantas vezes ouvi alguém negar a existência da liberdade uma vez que optando por algo, a conseqüência lhe seria desagradável. Eu mesmo, para não isolar-me com a falsa neutralidade de escritor, inúmeras vezes questionei se de fato havia livre-arbítrio no mundo. Coisa de quem tinha o hábito de passar muito tempo em silêncio desfiando suas idéias.

Minhas elucubrações adolescentes normalmente me levavam a um mundo incrível de poder escolher fazer o que eu quisesse sem que houvesse qualquer conseqüência. Chega a ser engraçado, para mim, lembrar dessa fantasia. Acho que, como eu, todos já buscamos um pote de ouro no fim do arco-íris. Com o tempo, com as experiências, fui do oitenta para o oito. Desacreditei completamente em termos a possibilidade de escolher e entrei numa busca por filosofias e artes que me falassem sobre destino e temas afins. Em alguns lugares fiquei pouco tempo e decepcionei-me. Noutros fiquei mais tempo, mas a decepção bateu à porta da mesma maneira. Aos poucos ignorei a busca desse “algo a mais”. Abandonei o oito e o oitenta.

Dias, semanas, meses e anos passando. Experiências sucessivas transformando aquilo que eu era naquilo que nesse momento eu sou. Um belo dia a liberdade fez sentido para mim. Sem um fundo moralista de fazer o bem ou o mal. Desapegado da necessidade de eleger um algoz para que eu seja sua vítima. Simplesmente observar tudo que há ao redor, compreender a interdependência entre tudo isso e minha ação neste mundo e agir. Uma ação que sempre causará reações. Não mais nas repercussões estava meu foco, mas sim naquilo que fazia ou deixava de fazer. Extraordinariamente simples... e veio aquela sensação de quando as coisas se encaixam. A liberdade de poder experimentar o que quiser, algo que o tempo todo já estava acontecendo, tendo consciência ou não.

Após esse período acabei conhecendo o Yôga, especificamente o SwáSthya Yôga, e comecei a fazer aulas. Entrei em contato com vivências incríveis e conceitos experimentados na prática. Gostei tanto que formei-me Instrutor, para poder disseminar o que é tão gratificante para mim. Os conceitos e vivências do SwáSthya ficam para um próximo dia, mas o fundamental é que hoje quando me perguntam sobre liberdade, eu prefiro não abrir mais a boca para discursar conceitos complexos e tramas de teorias. Peço que o interlocutor comece a se dar conta de como é para si viver essa liberdade.


Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br

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