Deflagrando meu retorno à vida de escritor, um artigo pessoal de reflexões e constatações. Sinta-se convidado a participar deste momento mais intimista.
Escolhi tirar férias durante as duas primeiras semanas de outubro. Do dia 06 ao dia 19, oficialmente, estou afastado de meus compromissos profissionais. Porém, como disse a um amigo com o qual trabalho, só uma pequena parte de mim é trabalhador. A grande maioria é escritor, idealista, professor, sonhador, empreendedor e tantos outros “ores” para os quais não há recesso... tanto quanto não há motivos para querer recesso. Dei-me o direito, porém, de uma semana sem escrever no blog. Sinto prazer nessa comunicação que o Para viver bem possibilita, mas gerar saudade faz eu ter mais vontade ainda de escrever estas palavras.
Aqueles que convivem comigo sabem que há cinco meses estou esperando o nascimento da minha filha, a Julia. Durante a primeira semana do meu período de “descanso”, Jana e eu concentramos nossa atenção em deixar o quarto dela pronto. Listar itens para comprar, bater perna para comparar preços, agendar entregas e montagens (sim, porque armários, cômodas, berços e afins nunca chegam prontos... e eu não sou um exímio usuário de chave-de-fenda) e toda uma sorte de coisas para fazer. Claro, quase esqueci de mencionar que ainda viramos lixadores e pintores. Foi como misturar reforma e mudança, mas continuando no mesmo apartamento, mas valeu a pena. O quarto da futura herdeira do clan Melo está pronto.
Um período assim, dedicado ao trabalho braçal, trouxe vários aspectos positivos para mim. Pratico SwáSthya, um Yôga autêntico e poderoso, mas há tempos não tinha um momento de supressão das instabilidades da consciência como eu tive pintando uma parede branca de perto. Sem fazer grandes planos, sem se ater a incumbências gerenciais, pude usufruir o desprendimento que há em simplesmente varrer o chão do quarto ou passar um pano úmido no armário recém montado. Existe liberdade e contentamento em algo tão simples e humilde, pode ter certeza.
Tenho a felicidade de não ser mais um empregado sem visão ou contexto nesse Brasil atual. Colho em meu dia-a-dia “a dor e a alegria” de ser autônomo. Vi melhor, nessa primeira semana de férias, quanto há de verdadeiramente independente em minha carreira atualmente e quanto há de rotina estupidificante. Foi um bom período para eu me reorganizar em prioridades e interesses. Eu digo diversas vezes para meus alunos evitarem isso, mas lá estava eu deixando que o cotidiano eclipsasse a intensidade e a paixão da minha vida.
Revitalizado, reorganizado e quantos outros “res” couberem na situação, estou de volta às páginas deste blog. A partir de hoje, as séries Para pensar e Trilha sonora da vida retomam o ritmo tradicional de publicação, bem como os meus artigos. Pode ter certeza que esse período longe de minha rotina trouxe inspiração para mais e mais textos.
Espero ver você por aqui amanhã.
Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br
Escolhi tirar férias durante as duas primeiras semanas de outubro. Do dia 06 ao dia 19, oficialmente, estou afastado de meus compromissos profissionais. Porém, como disse a um amigo com o qual trabalho, só uma pequena parte de mim é trabalhador. A grande maioria é escritor, idealista, professor, sonhador, empreendedor e tantos outros “ores” para os quais não há recesso... tanto quanto não há motivos para querer recesso. Dei-me o direito, porém, de uma semana sem escrever no blog. Sinto prazer nessa comunicação que o Para viver bem possibilita, mas gerar saudade faz eu ter mais vontade ainda de escrever estas palavras.
Aqueles que convivem comigo sabem que há cinco meses estou esperando o nascimento da minha filha, a Julia. Durante a primeira semana do meu período de “descanso”, Jana e eu concentramos nossa atenção em deixar o quarto dela pronto. Listar itens para comprar, bater perna para comparar preços, agendar entregas e montagens (sim, porque armários, cômodas, berços e afins nunca chegam prontos... e eu não sou um exímio usuário de chave-de-fenda) e toda uma sorte de coisas para fazer. Claro, quase esqueci de mencionar que ainda viramos lixadores e pintores. Foi como misturar reforma e mudança, mas continuando no mesmo apartamento, mas valeu a pena. O quarto da futura herdeira do clan Melo está pronto.
Um período assim, dedicado ao trabalho braçal, trouxe vários aspectos positivos para mim. Pratico SwáSthya, um Yôga autêntico e poderoso, mas há tempos não tinha um momento de supressão das instabilidades da consciência como eu tive pintando uma parede branca de perto. Sem fazer grandes planos, sem se ater a incumbências gerenciais, pude usufruir o desprendimento que há em simplesmente varrer o chão do quarto ou passar um pano úmido no armário recém montado. Existe liberdade e contentamento em algo tão simples e humilde, pode ter certeza.
Tenho a felicidade de não ser mais um empregado sem visão ou contexto nesse Brasil atual. Colho em meu dia-a-dia “a dor e a alegria” de ser autônomo. Vi melhor, nessa primeira semana de férias, quanto há de verdadeiramente independente em minha carreira atualmente e quanto há de rotina estupidificante. Foi um bom período para eu me reorganizar em prioridades e interesses. Eu digo diversas vezes para meus alunos evitarem isso, mas lá estava eu deixando que o cotidiano eclipsasse a intensidade e a paixão da minha vida.
Revitalizado, reorganizado e quantos outros “res” couberem na situação, estou de volta às páginas deste blog. A partir de hoje, as séries Para pensar e Trilha sonora da vida retomam o ritmo tradicional de publicação, bem como os meus artigos. Pode ter certeza que esse período longe de minha rotina trouxe inspiração para mais e mais textos.
Espero ver você por aqui amanhã.
Caio Melo
caio.melo@uni-yoga.org.br

1 comentários:
Oi querido!!! que bom que você conseguiu deixar o quarto da Júlia prontinho para receber este lindo presente que está por vir. Imagino que a bagunça não deve ter sido pouca...
bom, aproveito para dizer que estou com saudades das suas aulas e também de seus textos que já fazem parte das minhas leituras favoritas! grande beijo e até semana que vem!
com carinho,
Keila
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